NÍVEL DE CONHECIMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS DE TODOS OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS D

NÍVEL DE CONHECIMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS DE TODOS OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE MEDIANEIRA – PR

Jean Carlo Rossa[1]

Gleison Miguel Lissemerki Ferreira[2]

 

 

 

RESUMO

 

 

O objetivo deste estudo de caráter descritivo foi identificar o nível de conhecimento em primeiros socorros de todos os professores e funcionários administrativos de uma escola municipal da cidade de Medianeira no estado do Paraná. Situações de emergência surgem na vida das pessoas com certa frequência, exigindo atuação rápida com resposta imediata, dessa forma os primeiros socorros são primordiais à manutenção da vida. Isso mostra a importância da capacitação de todos os profissionais do ambiente escolar quanto às práticas de primeiros socorros. O instrumento utilizado para avaliar o nível de conhecimento de todos os professores e funcionários administrativos, foi um questionário com doze questões descritivas, todos os avaliados tiveram suas respostas tabuladas, avaliadas e em seguida foram classificados conforme os gráficos presentes neste artigo. O percentual de erros foi de 39% do total de avaliados, sendo este um resultado alarmante, visto que todos os professores e funcionários administrativos lidam todos os dias com um grande número de crianças. Isso no mostra a importância da capacitação de todos os funcionários do ambiente escolar quanto às práticas de primeiros socorros, garantindo maior segurança aos alunos e maior tranqüilidade aos pais.

 

 

Palavra Chave: Primeiros Socorros, Escolas Municipais, Preparação.

 

 

 

 

 

ABSTRACT

 

The aim of this descriptive study was to identify the level of knowledge of first aid to all teachers and administrative staff of a school from the city of Medianeira in the state of Paraná. Emergency situations arise in the life of people with some frequency, requiring quick action with immediate response, so first aid are essential for supporting life. This shows the importance of training of all professionals in the school environment on the practices of first aid. The instrument used to assess the knowledge level of all teachers and administrators, was a questionnaire with twelve descriptive questions, all subjects performed their responses tabulated, evaluated and then were classified according to the graphs presented in this article. The percentage of errors was 39% of the total assessed, and this is an alarming result, since all teachers and administrative staff deal every day with a large number of children. This shows the importance of training all employees of the school environment on the practices of first aid, ensuring greater safety for students and parents greater peace of mind.

 

Keyword: First Aid, School City, Training.

 

 

1 INTRODUÇÃO

                                                 

Os primeiros socorros surgiram em 1870, quando Dumant clamava por humanidade, em socorro aos feridos, ao término da guerra franco-prussiana. Nesta época Dumont incentivou a todos que ensinassem primeiros socorros não só no período de guerra, mas a todas as calamidades que ocorressem (NOVAES, 1994).

Segundo BRUNO E BARTMAN (1996), primeiros socorros é aquele auxílio imediato e provisório prestado enquanto se aguarda atendimento médico.

Os primeiros socorros são primordiais à manutenção da vida. Segundo OLIVEIRA, PAROLIN e TEIXEIRA Jr. (2004), o estudo realizado pelo médico norte americano D. trunkey; M. D., em 1982, mostra que há uma redução de 20% a 50% no número de óbitos, quando realizado um atendimento pré hospitalar adequado.

Isso mostra a importância da capacitação de todos os profissionais do ambiente escolar quanto as práticas de primeiros socorros, pois as situações de emergência surgem na vida das pessoas com certa frequência, exigindo atuação rápida com resposta imediata (BRUNO E BARTMAN, 1996)

Nas situações de emergência cada pessoa apresenta uma reação, há pessoas que sabem o que fazer, mas devido ao medo ficam paralisadas diante da situação, outras por não terem conhecimento adequado, mas possuírem coragem e espírito de liderança realizam os primeiros socorros equivocadamente, agravando o quadro de lesões da vítima. E outras pessoas por não terem a informação ficam sem se manifestar perante a situação, por isso além de treinamento técnico é importante ensinar a ter bom censo, compreensão, tolerância e paciência, e saber planejar e executar suas ações e acima de tudo ter iniciativa e atitudes firmes.

 

 

1.1 OBJETIVOS

 

1.1.1 Objetivo geral

 

Identificar o nível de conhecimento sobre primeiros socorros de todos os funcionários de uma escola municipal de Medianeira – PR.

 

1.1.2 Objetivo Específico

 

·                    Identificar o nível de conhecimento sobre primeiros socorros de todos os professores de uma escola municipal na cidade de Medianeira – PR.

·                    Identificar o nível de conhecimento sobre primeiros socorros de todos os funcionários administrativos de uma escola municipal na cidade de Medianeira – PR.

·                    Identificar o nível de conhecimento sobre primeiros socorros nos seguintes conteúdos:

  •  
    • Sinais vitais
    • Localização da caixa de primeiros socorros
    • Intoxicações por substâncias químicas
    • Obstruções das vias aéreas
    • Ataques por animal peçonhento
    • Desmaio
    • Trauma ocular perfurante
    • Convulsão
    • Fratura Interna
    • Queimadura por fonte de calor
    • Atropelamento

1.1.3 Justificativa

 

Este estudo justifica-se por averiguar o nível de conhecimento sobre primeiros socorros de todos os funcionários de uma escola municipal da cidade de medianeira no Paraná. Após a realização de cursos específicos na área e a realização de estágios nas escolas, foi constatada a importância e a necessidade do treinamento destes profissionais devido à responsabilidade de todos os funcionários em relação às crianças. Desta forma foi verificada a necessidade de se realizar este estudo para conscientizar a todos da importância de se realizar um treinamento em primeiros socorros de todos os funcionários do ambiente escolar.

 

 

2 REFERENCIAL TEÓRICO

 

2.1 SINAIS VITAIS

 

Segundo NOVAES (1994), a temperatura, o pulso e a respiração são os sinais que devem ser observados para avaliar o estado físico e mental das pessoas.

A verificação dos sinais vitais pode orientar o diagnóstico inicial e acompanhar a evolução do quadro clínico da vítima (CABRAL, 2004).

 

2.2 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS

 

Segundo BRUNO E BARTMAN (1996), é muito importante ter sempre em casa, no trabalho e no carro uma caixa de primeiros socorros contendo materiais como gazes, cotonetes, esparadrapo, água oxigenada, termômetro, solução tópica à base de iodo ou clorexidina e luvas de látex. A caixa de primeiros socorros facilita muito no primeiro atendimento à vítima.

 

 

 

 

 

 

2.3 INTOXICAÇÕES POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS

 

Segundo NOVAES (1994), venenos são substâncias que, postas em contato com o organismo, causam transtornos que perturbam e lesam a saúde, podendo ocasionar a morte.

O veneno pode entrar no organismo pela boca, pele, mucosas e vias respiratórias. Os sintomas mais comuns em vítimas por intoxicação são sudorese, salivação e lacrimejamento, dor de cabeça, pulso (lento, rápido ou irregular), queimação nos olhos e mucosas e dificuldade para engolir.

 

2.4 OBSTRUÇÕES DAS VIAS AÉREAS

                                    

Entende-se por obstrução das vias aéreas toda situação que impeça total ou parcialmente o trânsito do ar ambiente até os alvéolos pulmonares (ARAUJO, 2004).

ARAUJO (2004), cita ainda de que há dois métodos de desobstrução de vias aéreas, obstrução por líquidos onde é realizado rolamento a 90º ou aspiração, e obstrução por sólidos onde é realizada a remoção manual ou manobras de desobstrução.

 

2.5 ATAQUES POR ANIMAL PEÇONHENTO

 

Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândula de veneno que se comunicam com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde passa o veneno ativamente MARCONDES FILHO (2004). Exemplos de animais peçonhentos são serpentes, aranhas, escorpiões e arraias.

São medidas gerais para tratamento lavar o local da picada com água e sabão, manter o acidentado calmo e imóvel, identificar o animal agressor para facilitar o diagnóstico e a escolha do soro mais adequado e nunca fazer cortes, torniquetes e nem colocar outros produtos sobre a lesão (MARCONDES FILHO, 2004).

 

 

 

 

2.6 DESMAIO

 

BRUNO E BARTMAN (1996) caracterizam o desmaio como perda temporária e repentina da consciência, causada pela diminuição de sangue no cérebro.

OLIVEIRA E PAROLIN (2004) caracterizam o desmaio como qualquer tipo de perda de consciência de curta duração que não necessite de manobras específicas para a recuperação.

O desmaio pode ser provocado por vários motivos, dentre eles estão a falta de alimentação, fadiga emoção forte, grande perda de sangue ou, então, ambiente muito abafados (BRUNO E BARTMAN, 1996)

As medidas gerais para tratamento são manter a vítima deitada com a cabeça abaixo do corpo para aumentar a circulação sanguínea no cérebro, afrouxar roupas apertadas, não dar nada para o paciente comer ou beber e se estiver em local mal ventilado providenciar a remoção para outro local mais apropriado (OLIVEIRA E PAROLIN, 2004)

 

2.7 TRAUMA OCULAR PERFURANTE

 

Os olhos são partes do corpo extremamente sensíveis, quando feridos, somente um especialista dispõe de recursos para tratá-los. Por isso, quem estiver executando os primeiros socorros deverá tomar muito cuidado para não agravar a lesão.

Segundo BRUNO E BARTMAN (1996), não se deve nunca retirar um corpo estranho encravado no globo ocular.

O curativo deve ser realizado não apenas no olho lesionado, mas também no olho que não está afetado fazendo com que a vítima relaxe seus olhos e evitando consequentemente um agravo no olho lesionado.

 

2.8 CONVULSÃO

 

Segundo OLIVEIRA E PAROLIN (2004), a convulsão é mais comum na infância, devido a maior vulnerabilidade a infecções do sistema nervoso central como é o caso da meningite, acidentes com traumatismos cranianos e doenças como sarampo, varicela e caxumba, cujas complicações podem causar crises epilépticas.

A convulsão é uma desordem cerebral (OLIVEIRA E PAROLIN, 2004), a vítima da crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído (BRUNO E BARTMAN, 1996).

As medidas gerais para atendimento segundo OLIVEIRA E PAROLIN (2004), são proteger a vítima de objetos que possam causar-lhe ferimento, proteger a cabeça para evitar trauma, não colocar nada na boca e não tentar segurar a língua pois não existe perigo algum de a vítima engolir a própria língua.

 

2.9 FRATURA INTERNA

 

Fratura é uma lesão óssea oriunda de um trauma direto ou indireto, de baixa ou alta energia (FALAVINHA, 2004). Essa lesão pode ser de dois tipos: fratura fechada ( ou interna) e fratura aberta ( ou exposta) (BRUNO E BARTMAN, 1996).

Em caso de fratura fechada o primeiro procedimento a ser realizado é proceder à imobilização, e impedir o movimento dos ossos fraturados evitando assim agravar a lesão (BRUNO E BARTMAN, 1996).

 

2.10 QUEIMADURA POR FONTE DE CALOR

 

Segundo NOVAES (1994), a exposição do organismo humano ao calor, sendo ela curta ou prolongada que causa lesões é chamada de queimadura. São classificadas em: Químicas, elétricas, térmicas, biológicas e por irradiações.

As queimaduras térmicas são aquelas que ocorrem com mais frequência. Causadas pelo calor de gases, líquidos e sólidos (CARVALHO, 2004).

As medidas gerais para tratamento são remover as roupas que não estejam aderidas ao corpo da vítima, nas queimaduras de pequena extensão podem ser utilizados curativos úmidos com soro fisiológico, já nas queimaduras de grande extensão o uso de curativos úmidos pode levar a vítima a ter hipotermia, porque a pele queimada perde a capacidade de auxiliar na regulação da temperatura corporal (CARVALHO, 2004).

 

 

2.11 ATROPELAMENTO

 

A principal causa de morte de pessoas com idade entre 01 e 44 anos é o traumatismo provocado por acidente automobilístico (BRUNO E BARTMAN, 1996). A pessoa que for atender uma vítima de acidente automobilístico deve ter dois objetivos: dar a esta vítima os primeiros socorros e providenciar o mais rápido possível o atendimento especializado (BRUNO E BARTMAN, 1996).

Antes de dar os primeiros socorros é imprescindível que se faça a sinalização do local do acidente para evitar que ocorra um novo acidente (BRUNO E BARTMAN, 1996).

 

2.12 PRIMEIROS SOCORROS NA ESCOLA

 

Segundo NOVAES (1994), ao lidar com os alunos nas escolas, o professor deve-se atentar a segurança para que possa desenvolver seu programa de ensino-aprendizegem. Como o professor lida com pessoas de todos os tipos,  idades e culturas, deve prever e prevenir acidentes.

 

3 METODOLOGIA DE PESQUISA:

 

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

 

A pesquisa foi caracterizada como descritiva qualitativa por ter como objetivo descrever um fenômeno ou situação, mediante um estudo realizado em determinado espaço-tempo (MARCONI E LAKATOS, 2002). Segundo GIL (2002), a pesquisa embora definida como descritiva, com base em seus objetivos, acaba servindo mais para proporcionar uma nova visão do problema, o que as aproxima das pesquisas exploratórias. A pesquisa descritiva usa o questionário como padrão para identificação do conhecimento. A pesquisa tem como finalidade registrar e analisar os fenômenos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo.

 

 

 

 

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

 

O presente estudo selecionou todos os funcionários de uma escola municipal da cidade de medianeira no Paraná, com total de 28 funcionários, sendo 19 professores e 09 funcionários administrativos.

 

3.3 INSTRUMENTO

 

O instrumento utilizado para avaliar o nível de conhecimento em primeiros socorros de todos os funcionários foi um questionário criado pelo pesquisador principal contendo 12 questões discursivas com aprovação do pesquisador responsável e dos professores da UNIGUAÇU/FAESI – União de Ensino Superior do Iguaçu – Ltda.

 

3.4 PROCEDIMENTOS DA COLETA DE DADOS

 

Inicialmente foi apresentado o termo de consentimento livre e esclarecido onde todos tinham a opção de não participarem da pesquisa, o que não foi o caso todos colaboraram.

Foi explicado a todos como deveria ser preenchido o questionário e de que as respostas seriam tabuladas em correto, correto parcial, incorreto e sem resposta. Foi considerado correto quando o individuo realizou todos os procedimentos corretos, que seria dar o atendimento inicial corretamente e entrar em contato com o serviço especializado. Considerara-se correto parcial quando apenas foi solicitado o serviço especializado, por que o objetivo do estudo é verificar o conhecimento em primeiros socorros, desta forma estas pessoas apenas solicitariam atendimento especializado. Considera-se incorreto quando o individuo realizaria todos os procedimentos incorretos ou quando um destes procedimentos prejudicaria a vida da vítima, mesmo que os outros procedimentos estivessem corretos.

 Foi esclarecido também de que quem teria acesso às respostas seriam o professor orientador e eu o pesquisador. O questionário foi aplicado em sala de aula, antes do inicio da aplicação do questionário foi realizado uma leitura de todas as questões para apresentar todo o conteúdo.

 

4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

 

\s \s GRÁFICOS DAS QUESTÕES 01 E 02 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE CONVULSÃO E DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dados dos gráficos 01 e 02 são baseados na questão 01 ( O que você faz se um aluno sofrer uma convulsão?) e questão 02 ( Qual atitude você tomaria se alguém engasgasse com um alimento sólido?) do questionário.

Nos gráficos 01 e 02 pode-se perceber um elevado percentual de erros em relação à convulsão e desobstrução das vias aéreas. Estes dois conteúdos são de extrema importância por ocorrerem mais facilmente na infância, como é o caso da convulsão conforme citam OLIVEIRA e PAROLIN (2004) são quando há maior vulnerabilidade a infecções do sistema nervoso central (meningite), acidentes no crânio e doenças como sarampo, varicela e caxumba, cujas complicações podem causar crises epilépticas.

 Quanto a desobstrução das vias aéreas a avaliação e o controle se fazem por medidas simples e rápidas, inicialmente sem a necessidade de equipamentos, mas apenas realizando técnicas manuais de controle e desobstrução (ARAUJO E OLIVEIRA, 2004). Como visto não é necessário ser um conhecedor assíduo de anatomia e fisiologia, mas apenas saber identificar e realizar os controles e manobras necessárias no atendimento inicial e solicitar atendimento especializado.  Deve-se ressaltar ainda que há um percentual pequeno mas significativo de pessoas que não responderam sobre estes assuntos que por conseqüência aumenta ainda mais o percentual de erros.

 

 

GRÁFICOS DAS QUESTÕES 03 E 04 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE TRAUMA OCULAR PERFURANTE E DESMAIO

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Os dados dos gráficos 03 e 04 são baseados nas questões 03 (O aluno sofre uma queda com um lápis na mão e o lápis perfura e fica alojado em seu olho. Qual sua primeira atitude perante a situação?) e na questão 04 (Qual sua atitude se alguém sofresse um desmaio?).

Nos gráficos 03 e 04 pode-se observar um aumento no número de acertos, mas conforme o gráfico nos mostra ainda há um elevado percentual de erros e falta de conhecimento sobre o assunto. Os olhos são muito delicados e, quando atingidos por corpos estranhos, podem sofrer irritação, inflamações e ferimentos mais sérios, e até podendo causar a perda da visão (BRUNO E BARTMAN, 1996). É de extrema importância ter o mínimo de conhecimento para não lesionar os olhos da vítima, a falta de conhecimento acarreta em sérios traumas muitas vezes causados pela retirada do corpo entranhado nos olhos.

Apesar de saber que o desmaio nem sempre é um acidente grave, jamais se deve deixar de atender uma pessoa desmaiada. As pessoas na maioria das vezes realizam o atendimento baseando-se nos conhecimentos adquiridos por pais e amigos que por muitas vezes são mitos passados de geração para geração, é desaconselhável tentar acordar uma pessoa que está inconsciente com atitudes tais como jogar-lhe água fria, colocá-la de pé ou sacudi-la, dar-lhe tapas no rosto ou oferecer-lhe substâncias para cheirar (BRUNO E BARTMAN, 1996).

 

 

GRÁFICOS DAS QUESTÕES 05 E 06 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE INGESTÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS E SINAIS VITAIS

 

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            Os dados dos gráficos 05 e 06 são baseados nas questões 05 (Se uma criança ingerir um produto químico o que você faz?) e questão 06 (Quais são os três sinais vitais que sempre devem ser observados na vítima?).

Nestes gráficos fica claro o aumento das respostas com resultado parcial, este resultado representa no caso de ingestão de produtos químicos, aqueles que colocaram como resposta no questionário que apenas chamariam atendimento especializado e não realizariam nenhum dos passos de primeiros socorros, vale ressaltar de que é obrigatório constar nos rótulos dos produtos as medidas gerais para o caso de ingestão acidental, ou seja, no caso de um aluno ingerir um produto tóxico, o professor ou funcionário da escola deverá verificar no rótulo do produto quais são as medidas a serem tomadas e quais não devem ser realizadas.

            Já no caso de sinais vitais o resultado correto parcial representa o número de pessoas que acertaram uma ou duas, das três respostas possíveis. A verificação dos sinais vitais é essencial na avaliação da vítima, pois desta forma pode-se acompanhar a evolução do quadro clínico da vítima (CABRAL E OLIVEIRA, 2004).

 

 

GRÁFICOS DAS QUESTÕES 07 E 08 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE ATAQUE POR ANIMAL PEÇONHENTO E QUEIMADURA POR FONTE DE CALOR

 

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N                                                        

Os gráficos 07 e 08 são baseados nas questões 07 (O que você faz se um aluno sofrer uma picada de um animal peçonhento ( que contém veneno). Ex: Aranha, Cobra.) e questão 08 (Em caso de uma queimadura por fonte de calor, o que deve ser feito?).

No caso de animais peçonhentos os erros mais cometidos estão relacionados a realização de torniquetes e em não identificar o animal agressor. Segundo MARCONDES FILHO (2004), deve-se manter o acidentado calmo e imóvel, a fim de evitar o aumento na circulação sanguínea e acelerar a intoxicação pelo veneno do animal.

Já em relação a queimaduras os erros cometidos estão relacionados a certas “receitas caseiras”, como é o caso da aplicação de clara de ovo ou cebola sobre a queimadura, resultando em 21% de erros. Segundo CARVALHO (2004), as queimaduras são lesões freqüentes e a quarta causa de morte por trauma. Nestes mesmos gráficos o resultado obtido como correto parcial corresponde aos que responderam que apenas encaminhariam para atendimento especializado e não realizariam nenhum atendimento inicial.

 

 

                   GRÁFICOS DAS QUESTÕES 09 E 10 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE ATROPELAMENTO E FRATURA INTERNA

 

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Os gráficos 09 e 10 são baseados nas questões 09 (– No final da aula, ao sair da escola um aluno atravessa a rua e acaba sendo atropelado por um carro, o condutor do veiculo foge do local e o aluno fica deitado no meio da rua. De que forma você reagiria perante a situação?) e questão 10 (Durante o recreio o aluno sofre uma queda ocasionando uma fratura interna no antebraço, o que você deve fazer neste caso?).

No gráfico sobre atropelamento 61% tomariam as providências corretas, 14% apenas chamariam o atendimento especializado e os 25% restantes não saberiam como proceder perante este tipo de acidente. Segundo OLIVEIRA (2004), ao invés de ser lançada para cima, como o adulto, a criança geralmente cai sob o veículo e pode ser prensada pelo pneu dianteiro. Sendo assim é de extrema importância realizar a sinalização do local, contatar atendimento especializado e verificar os sinais vitais da vítima.

Já em relação à fratura pode-se observar um número significativo de acertos, isso é um resultado bom, pois é freqüente a ocorrência de fraturas entre os 04 aos 10 anos de idade. Conforme FALAVINHA (2004), o atendimento correto evita o agravamento de lesões, reduzindo assim a dor e o sangramento.

                  

 

GRÁFICOS DAS QUESTÕES 11 E 12 – RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS E TELEFONE DO CORPO DE BOMBEIROS

 

 

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Os dados dos gráficos 11 e 12 são baseados nas questões 11 (A escola tem uma caixa de materiais de primeiros socorros? Você sabe onde ela se encontra?) e questão 12 (Qual o telefone do corpo de bombeiros?).

Nos gráficos 11 e 12 estão os conteúdos mais importantes em relação ao questionário, pois de nada adianta saber realizar os procedimentos iniciais se não souber onde se encontra a caixa de primeiros socorros e qual o telefone do corpo de bombeiros de nossa cidade.

Para nossa surpresa 40% das pessoas não sabem onde se encontra a caixa de primeiros socorros da escola ( 36% incorreto e 04% sem resposta), isso é um resultado preocupante pois a caixa é de extrema importância para todos.

Outro resultado alarmante foi em relação ao telefone do corpo de bombeiros, 32% dos entrevistados (28%incorreto e 4% sem resposta) não sabem qual é o telefone do corpo de bombeiros de nossa cidade, sendo este o mesmo telefone em quase todo o estado.

Estes 32% que erraram o telefone do corpo de bombeiros se tornam mais preocupantes, pois em dez das doze questões deveria ser solicitado o atendimento especializado, e isso significa que 09 pessoas das 28 entrevistadas não conseguiriam entrar em contato com o corpo bombeiros que em alguns casos é imprescindível para salvar a vida da vítima.

 

 

5 CONCLUSÃO

 

 

            O presente estudo procurou identificar o nível de conhecimento em primeiros socorros de todos os professores e funcionários administrativos de uma escola municipal na cidade de Medianeira – PR. Diante dos resultados podemos concluir de que o nível em primeiros socorros de todos os funcionários está em um percentual abaixo do recomendado, o percentual de erros ficou na casa dos 39% sendo este um valor preocupante devido a importância deste conteúdo no ambiente escolar.

            Conclui-se que é de extrema importância o treinamento e aperfeiçoamento de todos os professores e funcionários administrativos quanto às práticas de primeiros socorros, sendo este um ambiente onde todos da escola se tornam responsáveis pelos alunos no período em que estes se encontram na mesma.

 

 

 

 

 

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

ARAUJO, Misael de. Vias Aéreas. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.09, p.85-96.

 

BRUNO, Paulo; BARTMAN, Mercilda. PRIMEIROS SOCORROS. 5ª Ed. Rio de Janeiro: SENAC, 1996. 144 p.

 

CABRAL, Sueli Bueno de Moraes; OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro. Sinais Vitais. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.07, p.71-76.

 

CARVALHO, Fábio Henrique de. Queimaduras e Hipotermia. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.22, p.229-236.

 

FALAVINHA, Ricardo Sprenger. Fraturas e Luxações. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.13, p.135-142.

 

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 175 p.

 

MARCONDES FILHO, Carlos Lunelli. Intoxicações Exógenas – Envenenamentos e Acidentes com Animais Peçonhentos. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.24, p.243-250.

 

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. TÉCNICAS DE PESQUISA: Planejamento e execução de pesquisas, Amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 282 p.

 

NOVAES, Jefferson da Silva; NOVAES, Geovanni da Silva. Manual de Primeiros Socorros para Educação Física. 1ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1994. 274 p.

 

OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. 1ª ed. São Paulo: Atheneu, 2004. 305 p.

 

OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza. Emergências Clínicas. In: OLIVEIRA, Beatriz Ferreira Monteiro; PAROLIN, Mônica Koncke Fiuza; EDISON, Vale Teixeira Jr. TRAUMA: Atendimento Pré-Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2004. Cap.26, p.255-262.

 



[1] Acadêmico do Curso de Educação Física da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu – PR

 

[2] Professor do Curso de Educação Física da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu – PR